[e-book] A importância do Dízimo e das Ofertas [Versão em Texto]

Confira o conteúdo do e-book "A importância do Dízimo e das Ofertas".

Aqui você descobrirá como os dízimos e as ofertas são essenciais na vida cristã, sustentando a obra de Deus e fortalecendo a nossa fé.

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Detalhes Importantes: Incluí uma sessão de perguntas e respostas após a Conclusão para ajudá-lo a esclarecer possíveis dúvidas relacionadas aos dízimos e ofertas. Em seguida, você também terá acesso a um Glossário, que explica de forma mais detalhada sobre alguns termos, personagens e lugares mencionados nesta obra.

Capítulo 01 Introdução:

dízimo e as ofertas são temas centrais na vida de um cristão e desempenham um papel significativo em nossa caminhada de fé. Eles não são apenas práticas isoladas, mas refletem uma atitude de obediência e gratidão a Deus, que nos chama a uma vida de generosidade.

Entender a importância dessas práticas nos ajuda a alinhar nossos corações e nossas ações com os princípios bíblicos, fortalecendo nossa relação com Deus e com a comunidade de fé. Neste estudo, vamos explorar o que torna o dízimo e as ofertas tão importantes e como essas ações refletem a nossa devoção a Deus.

Podemos dizer que devolver o dízimo é reconhecer que tudo aquilo que nós temos vem do Senhor. Significa devolver uma pequena parte de tudo aquilo que Deus derrama nas nossas vidas.

Quanto às ofertas, podemos dizer que esse é o ato de ajudar, seja a igreja ou ao próximo, de diversas maneiras e que através dessa doação muitas pessoas acabam sendo beneficiadas.

Neste estudo bíblico vamos aprofundar nosso entendimento sobre o dízimo e as ofertas, descobrindo o que são, para que servem, e como essas práticas são importantes tanto para Deus quanto para a igreja. Este estudo nos guiará em uma jornada de compreensão e reflexão sobre como podemos viver uma vida de generosidade, baseada nos ensinamentos bíblicos.

Capítulo 02 - O que é o Dízimo?

A palavra dízimo significa “a décima parte”. O dízimo é uma doação, ou oferta, de um décimo de sua renda para o serviço de Deus.

Se você ganha R$ 100,00 por mês, por exemplo, você devolveria R$ 10,00 à igreja. Se você ganhar R$ 1.000,00, devolveria R$ 100,00 em seu dízimo à igreja. O dízimo representa a devolução de uma pequena parte do que recebemos para Deus, reconhecendo que tudo o que possuímos vem d'Ele.

Devolver o dízimo é uma maneira de expressar nossa confiança em Deus e na Sua providência. Contribuir regularmente é um ato de amor e entrega a Deus, e esse gesto não apenas ajuda a sustentar a obra da igreja, mas também reflete um coração grato e generoso.

A Bíblia nos ensina a honrar a Deus com nossos recursos. Em Provérbios, vemos uma promessa de bênçãos para aqueles que fazem isso:

Provérbios 3:9-10

Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho.

O dízimo não é apenas uma questão de valor monetário, mas de compromisso e atitude diante de Deus. Ao devolvermos uma parte do que recebemos, reconhecemos que tudo vem d'Ele e expressamos nossa gratidão e confiança. Essa prática bíblica não só fortalece nossa fé, mas também sustenta a obra de Deus na Terra.

No livro de Deuteronômio, Deus instrui Seu povo a praticar o dízimo, lembrando-os de que tudo o que possuem provém d'Ele:

Deuteronômio 14:22-23

22 Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente.

23 Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e os primogênitos dos rebanhos e dos animais na presença do Senhor, no local que ele escolher como habitação do seu nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus.

O dízimo transcende a simples contribuição financeira; ele reflete nossa confiança em Deus e nosso compromisso em apoiar Sua obra divina.

Ao compreender o que é o dízimo e por que ele é importante, alinhamos nossas vidas aos ensinamentos bíblicos e fortalecemos tanto nossa fé pessoal quanto a comunidade de fé. Este estudo continuará explorando as profundas implicações e os benefícios espirituais acerca dessa prática em nossas vidas.

Aqui vale frisar sobre uma dúvida bem interessante, que costuma deixar as pessoas confusas e sem saber qual é a maneira correta de agir.

Afinal, o dízimo deve ser calculado sobre o valor bruto ou líquido da sua renda?

Essa dúvida é bem comum e válida e a resposta pode variar de acordo com a forma em que você recebe a sua renda.

Caso você seja um trabalhador autônomo, motorista de aplicativo ou outro tipo de profissional liberal, isto é, alguém que recebe diretamente pelo seu trabalho, sem receber benefícios adicionais: o valor que entra de fato na sua conta, ou seja, o valor líquido, é o que deverá ser considerado para o cálculo do seu dízimo.

Já para quem trabalha com carteira assinada (CLT), é concursado ou recebe salário fixo com benefícios (como férias, 13º, adicionais, etc.), é importante lembrar que o valor bruto já inclui todos esses ganhos que fazem parte da sua renda total. Nesse caso, o ideal é calcular o dízimo sobre o valor bruto do seu salário, e não o valor líquido, como antes.

O dízimo é uma prática que nos ajuda a lembrar quem é o verdadeiro dono de tudo o que temos: Deus. Ele não precisa do nosso dinheiro, mas deseja o nosso coração. Quando ofertamos com sinceridade, mostramos que confiamos n’Ele para suprir todas as nossas necessidades. Que o dízimo nunca seja visto como um peso, mas como uma oportunidade de participar da obra divina e crescer na fé.

Capítulo 03 - O que são as ofertas?

A oferta é uma contribuição voluntária que pode assumir diversas formas, como doações em dinheiro, materiais ou serviços. É um gesto de generosidade para apoiar a obra de Deus e ajudar a comunidade, mostrando nosso compromisso em fazer o bem.

Quando alguém doa algum dinheiro para ajudar na igreja, seja nas atividades, nas obras sociais ou em outras necessidades, essa pessoa está dando uma oferta. Da mesma forma, quando alguém doa materiais, equipamentos ou oferece algum serviço para suprir as necessidades da igreja ou de outras pessoas, isso também é considerado uma oferta.

A oferta, segundo as Escrituras, é mais do que um ato de generosidade; é uma expressão do coração. Em 2 Coríntios 9:7, a Bíblia nos ensina que "Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria."

Essa passagem nos mostra que Deus aprecia a generosidade espontânea e alegre. Quando ofertamos de coração, demonstramos nossa confiança em Deus e nosso desejo de contribuir para o bem-estar da comunidade e o avanço do Reino de Deus. A oferta nos permite participar ativamente em Sua obra, atendendo às necessidades materiais da igreja.

Exemplos de ofertas incluem pintar as paredes da igreja, consertar uma pia, doar uma cesta básica, promover um almoço comunitário ou realizar outros serviços que a comunidade precise. Essas ações demonstram nosso amor e compromisso com a fé e com os irmãos.

De acordo com as Escrituras, a oferta tem a função de uma semente e dará frutos no tempo certo. Quando o Senhor nos pede uma semente, Ele já tem uma colheita preparada para nós.

Em Provérbios 11:24-25, lemos o seguinte:

24 "Àquele que distribui, mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda."

25 "A alma generosa prosperará, e aquele que atende também será atendido."

Este provérbio ensina que a generosidade é recompensada por Deus, enquanto a avareza pode levar à perda. Quem é generoso e compartilha do que tem experimenta a provisão de Deus. A oferta não abençoa apenas quem a recebe, mas também quem a faz, pois planta sementes que trarão frutos de alegria e prosperidade no tempo certo.

Por outro lado, quem retém o que poderia ser uma bênção para outros pode perder oportunidades, relacionamentos e até bênçãos de Deus. Reter em excesso demonstra falta de confiança no Senhor, que sempre proverá o necessário.

No próximo capítulo exploraremos como os dízimos e ofertas são utilizados na obra de Deus, aprofundando nosso entendimento sobre a administração desses recursos.

Capítulo 04 - Como são utilizados os Dízimos e as Ofertas?

Os dízimos e as ofertas recebidos pela igreja são essenciais para a realização de diversas atividades dentro da congregação.

Assim como em uma casa, onde é necessário pagar contas como a de água, luz, telefone e realizar diversas manutenções, a igreja também precisa gerir seus recursos para garantir que todas as suas necessidades sejam atendidas. Além desses gastos, ainda é necessário considerar os salários dos pastores e outros funcionários que se dedicam integralmente à obra de Deus.

Em muitas igrejas, o pastor se dedica exclusivamente à ministração e ao cuidado espiritual da congregação. Sem o apoio financeiro dos dízimos e ofertas, ele não poderia se sustentar e dedicar-se de forma integral à obra de Deus.

Em outras congregações, especialmente nas menores, é comum que o pastor divida seu tempo entre a igreja e outro trabalho, muitas vezes recebendo apenas uma ajuda de custo simbólica. Essas igrejas operam com fé e dedicação e é importante reconhecer o esforço daqueles que se dedicam à obra de Deus, muitas vezes sem esperar nada em troca.

Além disso, sempre há algo a ser feito na igreja. Por exemplo, pode ser necessário a troca de um equipamento de som, a manutenção de algum problema elétrico, a substituição de um piso ou a reparação de algum encanamento. Esses gastos, assim como acontece em uma casa, podem pesar no orçamento da igreja. É por isso que os dízimos e ofertas são tão importantes, pois ajudam a manter a igreja funcionando e pronta para acolher os fiéis.

Geralmente, uma parte desse dinheiro é investida na infraestrutura das comunidades, proporcionando mais conforto e segurança para os frequentadores. Mas, além de cuidar do espaço físico, você sabia que os dízimos e as ofertas também são agentes transformadores de vidas?

Os recursos arrecadados pela igreja não se limitam apenas a pagar contas e manutenções. Eles também são usados para ajudar a comunidade de várias maneiras, como na doação de cestas básicas, no trabalho de evangelização, no trabalho missionário e na formação dos fiéis.

Cestas Básicas e Doações:

A doação de cestas básicas e de roupas para os mais carentes é um ato de amor que ajuda os necessitados em momentos difíceis.

A Bíblia nos ensina o seguinte em Tiago 2:14-17:

Tiago 2:14-17

14 De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo?

15 Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia

16 e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?

17 Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.

Esta passagem ressalta que, além de palavras de conforto, é fundamental oferecer suporte real e tangível. A verdadeira compaixão se manifesta através de ações que atendem às necessidades básicas dos irmãos e irmãs em dificuldades, mostrando que a fé verdadeira se reflete na prática do amor e da ajuda efetiva.

Essas doações são feitas regularmente, com a distribuição de alimentos ocorrendo mensalmente e a doação de roupas ou outros materiais sendo realizada conforme a necessidade, especialmente em situações de emergência, como após uma enchente ou algum desastre natural.

Esse gesto de amor muda a realidade de muitos que, por algum motivo, não têm condições financeiras de se sustentar dignamente e dependem dessas doações para ter uma vida mais digna.

Trabalho de Evangelização:

Outro papel importante dos recursos arrecadados é o apoio ao trabalho de evangelização, que é o coração da missão da igreja.

A sua contribuição, somada à de tantos outros fiéis, por meio dos dízimos e ofertas, colabora para realizar o primeiro objetivo da Igreja: levar as pessoas a uma experiência com Deus. Em Romanos 10:15, lemos: "E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam o evangelho de boas coisas!"

Para que a evangelização seja eficaz, é necessária uma boa estrutura. Quando uma missão é organizada, a formação dos fiéis é fundamental, e isso exige a produção de materiais formativos, que também geram custos. São utilizados materiais como papéis, jornais, estudos bíblicos e panfletos, que necessitam de gastos com impressão e também outros recursos, como edição de vídeos e áudios, que auxiliam na propagação da palavra de Deus.

Trabalho Missionário:

O trabalho missionário é a propagação do evangelho em locais onde ele ainda não foi difundido. Parte dos recursos arrecadados é destinada à construção e à aquisição de equipamentos para os novos templos, permitindo a expansão da evangelização para locais que antes não eram alcançados.

Em Mateus 28:19-20, Jesus nos dá o seguinte ensinamento: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos."

Diversas igrejas realizam trabalhos missionários ao redor do mundo, em países como Angola, Moçambique, Afeganistão, Haiti, África do Sul, Argentina, Cuba, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Filipinas, Gana, Guatemala, Inglaterra, México, Nova Zelândia, entre outros.

Essas missões não apenas levam a mensagem de Cristo, mas também ajudam a construir comunidades fortes e sustentáveis, transformando vidas e impactando pessoas em todo o mundo.

Ao entender como os dízimos e as ofertas são utilizados, podemos ver que essas contribuições vão muito além de simples atos de generosidade. Elas são essenciais para apoiar o trabalho da igreja e ajudar a espalhar a mensagem de Deus. Cada real doado pode transformar vidas, manter a igreja funcionando, apoiar os que trabalham no ministério e levar o Evangelho a lugares distantes.

Portanto, ao contribuir com seus dízimos e ofertas, você não está apenas participando de um ato de obediência a Deus, mas também fazendo parte de algo maior, que impacta vidas, sustenta a igreja e expande a Palavra de Deus ao redor do mundo. Sua generosidade é um reflexo do amor de Deus em ação e um testemunho vivo da fé que move montanhas.

Capítulo 05 - O dízimo não foi inventado pela Igreja:

O dízimo e as ofertas são temas recorrentes e significativos na fé cristã, práticas que carregam um profundo simbolismo e uma longa história de devoção e obediência a Deus. Para entender sua relevância e origem, é importante olhar para como essas ofertas eram realizadas no passado e como foram incorporadas na vida dos crentes ao longo dos séculos.

Os israelitas, como o primeiro povo a crer no Deus único, desde os tempos antigos integraram à sua vida a prática de agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas, devolvendo a Ele uma parte de seus bens.

O dízimo consistia em oferecer a décima parte de suas posses, como colheitas e animais, para a manutenção do templo e o sustento dos necessitados, incluindo órfãos, viúvas, doentes, estrangeiros e sacerdotes. Essa prática era uma forma de reconhecer a bondade de Deus e colocar a fé em ação, dedicando a primeira parte de tudo o que recebiam, as chamadas primícias, como forma de adoração e devoção ao Senhor.

Os dízimos sempre foram considerados como pertencentes a Deus, uma parte sagrada que devia ser devolvida como reconhecimento por todas as bênçãos recebidas.

Em Levítico 27:30 está escrito: "Todos os dízimos da terra, tanto das sementes da terra como dos frutos das árvores, são do Senhor; são santos ao Senhor." Essa passagem deixa claro que o dízimo é sagrado e pertence a Deus, reforçando a ideia de que os crentes devolvem o dízimo, ao invés de entregá-lo, pois ele já pertence a Deus.

A prática do dízimo é anterior à lei de Moisés e não foi uma invenção da igreja moderna. Um exemplo notável dessa prática é encontrado na vida de Abraão. Em Gênesis 14:18-20, Abraão devolve o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, como um ato de devoção e reconhecimento da supremacia divina.

Gênesis 14:18-20

18 E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.

19 E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;

20 E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.

Este ato de Abraão demonstra que a devolução de uma parte das posses a Deus sempre foi uma prática de fé e obediência, independente da existência de uma instituição religiosa organizada.

Nos tempos do profeta Malaquias, vemos uma repreensão ao povo de Israel por sua infidelidade no pagamento dos dízimos e ofertas, destacando que esta falta de fidelidade é uma forma de roubar a Deus (Malaquias 3:8-10).

Malaquias 3:8-10

08 Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.

09 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.

10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.

Durante esse período, os sacrifícios de animais também eram uma parte essencial da adoração e do relacionamento com Deus, simbolizando a expiação dos pecados e a consagração ao Senhor.

Deus estabeleceu que os israelitas deveriam trazer animais perfeitos, sem defeitos, como uma forma de demonstrar respeito e reverência. No entanto, muitos ofereciam animais cegos, doentes ou defeituosos, o que era uma clara violação das leis de sacrifício.

Em Malaquias 1:6-14, Deus desafia o povo a oferecer tais sacrifícios a qualquer governador humano, perguntando se ele ficaria satisfeito ou aceitaria com agrado, ressaltando como esses sacrifícios inferiores eram ofensivos até mesmo aos padrões humanos.

Malaquias 1:6-14

06 O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?

07 Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível.

08 Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos Exércitos.

09 Agora, pois, eu suplico, pedi a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos Exércitos.

10 Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão.

11 Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o Senhor dos Exércitos.

12 Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível.

13 E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor.

14 Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.

Esses sacrifícios de animais no Antigo Testamento apontavam para o sacrifício perfeito de Jesus Cristo no Novo Testamento. Enquanto os sacrifícios de animais ofereciam uma expiação temporária, o sacrifício de Jesus foi completo e definitivo, proporcionando redenção eterna. Jesus, o Cordeiro de Deus, se entregou uma vez por todas pelos pecados da humanidade, cumprindo e ultrapassando os rituais do Antigo Testamento (Hebreus 10:1-23).

O ato de devolver o dízimo não deve ser visto como uma obrigação imposta por alguma igreja, mas sim como uma forma de honrar a Deus e participar ativamente de Sua obra.

Através do dízimo, a mensagem de Deus se expande, alcançando mais pessoas e impactando vidas. Quando os cristãos se comprometem a devolver o dízimo e a ofertar, eles estão contribuindo para o crescimento e a expansão da igreja, permitindo que mais pessoas sejam alcançadas e abençoadas através do evangelho.

Capítulo 06 - Exemplos de grandes dizimistas citados na Bíblia:

Neste capítulo vamos conhecer melhor as vidas de Jacó e Ezequias, dois personagens bíblicos que demonstraram, com suas ações, a importância do dízimo. Eles não só obedeceram a esse princípio, mas também foram grandemente abençoados por Deus por sua fidelidade. Veremos como o compromisso deles com o dízimo refletiu sua confiança e gratidão a Deus.

Jacó, também conhecido como Israel, é um dos patriarcas da fé e sua vida esteve repleta de eventos significativos que marcaram a história de Israel.

Desde o nascimento, Jacó enfrentou desafios e conflitos, especialmente com seu irmão Esaú. Esse conflito culminou em Jacó fugindo de sua terra natal para escapar da ira de Esaú, após ter obtido a bênção de seu pai, Isaque, de maneira astuta (Gênesis 27:1-45).

Durante sua jornada, Jacó teve um encontro extraordinário com Deus em Betel, onde teve a visão de uma escada que alcançava os céus, com anjos subindo e descendo por ela (Gênesis 28:10-12). Foi neste momento que Deus fez promessas importantes a Jacó, garantindo-lhe proteção e que sua descendência se espalharia como o pó da terra (Gênesis 28:13-15).

Gênesis 28:13-15

13 E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;

14 E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra;

15 E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.

Em resposta a essa visão e às promessas de Deus, Jacó fez um voto solene, prometendo dar a Deus um décimo de tudo o que Ele lhe concedesse (Gênesis 28:20-22).

Gênesis 28:20-22

20 E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;

21 E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus;

22 E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

Este voto foi um ato de gratidão e reconhecimento pela proteção e provisão divina que Jacó esperava receber, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo de sua vida, como o trabalho árduo na casa de Labão e os conflitos familiares Jacó manteve-se fiel a esse compromisso com o Senhor.

Na casa de Labão, Jacó enfrentou uma série de desafios e injustiças. Labão, que era seu tio e futuro sogro, inicialmente prometeu a mão de sua filha Raquel em troca de sete anos de trabalho. No entanto, após o cumprimento desse período, Labão enganou Jacó, dando-lhe sua outra filha, Lia, em casamento. Jacó foi então obrigado a trabalhar mais sete anos por Raquel, totalizando quatorze anos de serviço. (Gênesis 29:15-30)

Além disso, durante seu tempo trabalhando para Labão, Jacó teve seu salário alterado dez vezes por seu sogro, que tentava tirar proveito de sua dedicação e trabalho árduo (Gênesis 31:7). No total, Jacó acabou trabalhando vinte anos para Labão, duas décadas marcadas por mudanças de salários e dificuldades impostas por seu tio (Gênesis 31:38-41).

Durante esse período, Deus trabalhou intensamente na vida de Jacó para ensiná-lo sobre os problemas causados pelo engano e pela trapaça. Jacó, que havia demonstrado uma tendência a alcançar seus objetivos através de meios enganosos, como na vez em que usurpou a bênção de seu irmão Esaú fingindo ser ele diante de seu pai cego, Isaque (Gênesis 27:1-29), agora experimentava em primeira mão o que significava ser enganado, especialmente por seu tio Labão.

Além das lições sobre honestidade e justiça, Deus preparou o caminho para a reconciliação de Jacó com seu irmão Esaú, mostrando que a restauração era possível através da humildade e do arrependimento.

Deus ordenou que Jacó retornasse à sua terra natal, o que levou Jacó a se aproximar de Esaú com um coração humilde, enviando presentes como gesto de paz e prostrando-se sete vezes diante de seu irmão (Gênesis 32:13-21, 33:3). Essa atitude de Jacó resultou em um reencontro emocionante, onde Esaú o abraçou e o beijou, demonstrando que Deus pode transformar corações e trazer cura a relacionamentos quebrados quando há arrependimento e disposição para a paz (Gênesis 33:4-5).

Gênesis 33:4-5

04 Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.

05 Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres, e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo.

Deus utilizou essas experiências para moldar o caráter de Jacó, ensinando-lhe que o caminho da trapaça leva a conflitos e sofrimentos. Ao longo de sua jornada, Jacó aprendeu a confiar mais em Deus do que em seus próprios meios, reconhecendo a necessidade de arrependimento e reconciliação.

Deus abençoou Jacó abundantemente, não apenas em termos de riqueza material, como ovelhas, servos e grande prosperidade, mas também lhe deu uma grande família, incluindo doze filhos, que se tornariam as tribos de Israel (Gênesis 29-30).

Além disso, Deus reiterou suas promessas a Jacó, assegurando-lhe que sua descendência seria numerosa e que todas as famílias da terra seriam abençoadas por meio dela (Gênesis 35:9-12).

Gênesis 35:9-12

09 E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o.

10 E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel.

11 Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação, sim, uma multidão de nações sairá de ti, e reis procederão dos teus lombos;

12 E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua descendência depois de ti darei a terra.

Antigamente, os nomes não eram escolhidos de forma aleatória ou simplesmente por soar bonito. Eles tinham significados profundos e, muitas vezes, refletiam características, eventos importantes ou expectativas que os pais tinham para seus filhos. O nome de uma pessoa podia revelar algo sobre sua origem, seu papel em uma história ou até sobre sua personalidade.

O significado dos nomes refletiam acontecimentos de suas vidas e, ao longo do tempo, esses significados podem ter influenciado a maneira como foram vistos e interpretados por outros.

O nome Jacó tem como significado principal "aquele que segura pelo calcanhar". Esse nome surgiu porque, ao nascer, Jacó segurava o calcanhar de seu irmão gêmeo Esaú, conforme relatado na Bíblia (Gênesis 25:26). 

Apesar de o nome inicialmente não ter uma conotação negativa, as atitudes de Jacó fizeram com que o significado de "aquele que segura pelo calcanhar" também pudesse ser entendido como alguém que se aproveita dos outros.

Mais tarde, depois de um encontro transformador com Deus, o nome de Jacó foi mudado para Israel, que significa "aquele que luta com Deus" ou "príncipe de Deus" (Gênesis 32:28). Essa mudança de nome simbolizou uma nova fase em sua vida e uma nova identidade perante Deus. No contexto bíblico, a troca de nome de Jacó para Israel representa a transição de um homem que havia lutado para obter suas bênçãos de forma questionável para alguém que passou a confiar plenamente em Deus e foi reconhecido como líder e patriarca do povo escolhido.

Aqui estão as traduções dos nomes a partir do hebraico:

- Jacó (יַעֲקֹב, Ya'aqov): "Aquele que segura pelo calcanhar" ou "suplantador";

- Israel (יִשְׂרָאֵל, Yisra'el): "Aquele que luta com Deus" ou "príncipe de Deus".

Outro exemplo notável de dizimista na Bíblia é o do rei Ezequias. Antes de Ezequias assumir o trono, Israel enfrentava um período de decadência espiritual e política, especialmente durante o reinado de seu pai, Acaz.

Acaz havia se desviado dos caminhos de Deus, promovendo a idolatria e fechando as portas do templo (2 Crônicas 28:24-25). Quando Ezequias se tornou rei de Judá, ele se mostrou um líder de caráter forte e devoção inabalável ao Deus Altíssimo. Uma das suas primeiras ações como rei foi realizar reformas religiosas para restaurar o verdadeiro culto a Deus. Ele reabriu o templo, restabeleceu os sacrifícios e incentivou o povo a retornar à adoração de Deus, conforme a Lei de Moisés (2 Crônicas 29:3-11).

2 Crônicas 29:3-11

03 Ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do Senhor, e as reparou.

04 E trouxe os sacerdotes, e os levitas, e ajuntou-os na praça oriental,

05 E lhes disse: Ouvi-me, ó levitas, santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor Deus de vossos pais, e tirai do santuário a imundícia.

06 Porque nossos pais transgrediram, e fizeram o que era mau aos olhos do Senhor nosso Deus, e o deixaram, e desviaram os seus rostos do tabernáculo do Senhor, e lhe deram as costas.

07 Também fecharam as portas do alpendre, e apagaram as lâmpadas, e não queimaram incenso nem ofereceram holocaustos no santuário ao Deus de Israel.

08 Por isso veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à perturbação, à assolação, e ao escárnio, como vós o estais vendo com os vossos olhos.

09 Porque eis que nossos pais caíram à espada, e nossos filhos, e nossas filhas, e nossas mulheres; por isso estiveram em cativeiro.

10 Agora me tem vindo ao coração, que façamos uma aliança com o Senhor Deus de Israel, para que se desvie de nós o ardor da sua ira.

11 Agora, filhos meus, não sejais negligentes; pois o Senhor vos tem escolhido para estardes diante dele para o servirdes, e para serdes seus ministros e queimadores de incenso.

Ezequias também restabeleceu a prática do dízimo e das ofertas, como era requerido pela Lei, para garantir o sustento dos sacerdotes e levitas, que eram responsáveis pelo culto no templo (2 Crônicas 31:4-5).

2 Crônicas 31:4-5

04 E ordenou ao povo, que morava em Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e levitas, para que eles pudessem se dedicar à lei do Senhor.

05 E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância.

Ele encorajou o povo a trazer seus dízimos e ofertas ao templo, o que resultou em grande abundância de provisões e bênçãos para toda a nação (2 Crônicas 31:10).

2 Crônicas 31:10

10 E Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, lhe respondeu, dizendo: Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do Senhor, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o Senhor abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança.

A devoção de Ezequias e sua fidelidade a Deus trouxeram não só prosperidade espiritual, mas também livramento em momentos de crise.

Um exemplo marcante disso foi quando o rei da Assíria, Senaqueribe, ameaçou Jerusalém. Ezequias buscou a ajuda de Deus em oração, e o Senhor enviou um anjo que destruiu o exército assírio, salvando Jerusalém de uma catástrofe iminente (2 Reis 19:35-36). Esse evento não só demonstrou a fidelidade de Ezequias em seguir os preceitos de Deus, mas também como Deus o abençoou grandemente e o livrou de seus inimigos.

Caso você queira conferir como foi essa história completa, ela é contada nos seguintes livros:

- 2 Reis 18:1-37;

- Isaías 36:1-37:38;

- 2 Crônicas 32:1-33:13.

Os exemplos de Jacó e Ezequias como dizimistas são inspiradores e mostram como Deus honra aqueles que Lhe são fiéis. Assim como eles, há muitos outros personagens na Bíblia que foram generosos com seus dízimos e ofertas e receberam grandes bênçãos de Deus.

Abraão, Davi e Salomão são apenas alguns dos muitos que ilustram essa verdade. Para aqueles que desejam estudar mais a fundo a história de Jacó, ela pode ser encontrada nos capítulos 25 a 35 do livro de Gênesis. 

Já a história do Rei Ezequias é contada principalmente em 2 Reis 18-20, que descreve de maneira abrangente seu reinado, incluindo a luta contra a invasão assíria e sua doença, e em 2 Crônicas 29-32, que foca detalhadamente nas reformas religiosas e nos eventos associados ao seu governo, oferecendo uma perspectiva mais detalhada sobre suas ações religiosas e reformas.

Refletir sobre a vida de Jacó e Ezequias nos leva a entender que a fidelidade a Deus através dos dízimos não é apenas uma questão de obediência, mas também de reconhecimento e gratidão pelas bênçãos recebidas. Que esses exemplos nos encorajem a sermos fiéis em nossos dízimos, confiando que Deus sempre proverá e cuidará de nós, assim como fez com eles.

No próximo capítulo exploraremos exemplos de ofertantes que agradaram a Deus e foram ricamente abençoados por Ele, mostrando-nos mais uma vez a importância da generosidade e da devoção ao Senhor.

Capítulo 07 - Exemplos de ofertantes que agradaram a Deus:

A Bíblia apresenta diversos exemplos de ofertantes que agradaram a Deus, cada um com suas particularidades e circunstâncias. Alguns ofereceram do que tinham em abundância, enquanto outros deram de sua escassez, mas em todos esses casos, o que mais chamou a atenção de Deus foi a disposição do coração com que a oferta foi feita.

Neste capítulo vamos explorar duas histórias fascinantes de ofertantes que agradaram a Deus, cada uma em contextos muito diferentes.

Podemos identificar dois tipos principais de ofertas na Bíblia: O primeiro é aquele que vem da boa disposição e vontade do ofertante. Um exemplo notável é o de Salomão, que ofereceu uma quantidade impressionante de holocaustos a Deus, apesar disso não ter sido solicitado por Ele.

Durante o reinado de Salomão, o Reino de Israel vivia um período de grande prosperidade e paz. Salomão, filho do rei Davi, estava encarregado de concluir a construção do templo, uma tarefa de enorme importância para o povo de Israel, que via o templo como a morada de Deus na terra.

A edificação deste templo era um gesto simbólico e prático de adoração e respeito a Deus. Salomão ofereceu 1.000 holocaustos, uma quantidade extraordinária para a época (1 Reis 3:4). Seu desejo de honrar a Deus e buscar a sabedoria divina foi recompensado com uma visita direta de Deus.

2 Crônicas 1:6

E Salomão ofereceu ali sacrifícios perante o Senhor, sobre o altar de cobre que estava na tenda da congregação; e ofereceu sobre ele mil holocaustos.

Em um sonho, o Senhor ofereceu a Salomão a escolha de qualquer coisa que desejasse. Salomão pediu sabedoria para governar seu povo com justiça, e Deus não apenas concedeu essa sabedoria, mas também lhe deu riqueza e honra incomparáveis (1 Reis 3:5-14).

1 Reis 3:5-14

05 E em Gibeom apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos; e disse-lhe Deus: Pede o que queres que eu te dê.

06 E disse Salomão: De grande beneficência usaste tu com teu servo Davi, meu pai, como também ele andou contigo em verdade, e em justiça, e em retidão de coração, perante a tua face; e guardaste-lhe esta grande beneficência, e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia.

07 Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizeste reinar a teu servo em lugar de Davi meu pai; e sou apenas um menino pequeno; não sei como sair, nem como entrar.

08 E teu servo está no meio do teu povo que elegeste; povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão.

09 A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo?

10 E esta palavra pareceu boa aos olhos do Senhor, de que Salomão pedisse isso.

11 E disse-lhe Deus: Porquanto pediste isso, e não pediste para ti muitos dias, nem pediste para ti riquezas, nem pediste a vida de teus inimigos; mas pediste para ti entendimento, para discernires o que é justo;

12 Eis que fiz segundo as tuas palavras; eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará.

13 E também até o que não pediste te dei, assim riquezas como glória; de modo que não haverá um igual entre os reis, por todos os teus dias.

14 E, se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os meus mandamentos, como andou Davi teu pai, também prolongarei os teus dias.

O impacto dessa oferta foi profundo, transformando a vida de Salomão e deixando um legado de sabedoria e prosperidade que influenciou não só Israel, mas também as regiões vizinhas.

O segundo tipo de oferta é um sacrifício em resposta a um pedido direto de Deus, atualmente feito através do Espírito Santo. Esse tipo de oferta pode envolver algo material ou uma escolha difícil que desafia nossa vontade e nosso caráter. Vamos ver como isso se desenrola na história da viúva de Sarepta.

Na época do profeta Elias, Israel estava passando por uma grande fome. As viúvas, que eram particularmente vulneráveis, muitas vezes não tinham o que comer nem proteção, dependendo apenas da ajuda das outras pessoas e da providência divina.

A viúva de Sarepta, moradora de uma pequena cidade fenícia, encontrava-se em extrema necessidade. Mesmo diante dessa situação desesperadora, ela recebeu uma difícil instrução do profeta Elias (1 Reis 7:8-11).

1 Reis 17:8-11

08 Então veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:
09 Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.
10 Então ele se levantou, e foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou, e lhe disse: Traze-me, peço-te, num vaso um pouco de água que beba.
11 E, indo ela a trazê-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me agora também um bocado de pão na tua mão.

No passado, Deus costumava falar diretamente com as pessoas através de profetas como Elias, além de usar sonhos e visões para transmitir Suas instruções e orientações. Atualmente, Deus ainda fala conosco através das Escrituras, dos Seus servos e do Espírito Santo, que guia e inspira os corações dos crentes.

Quando o profeta Elias lhe pediu comida, ela estava prestes a usar sua última porção de farinha e azeite para preparar uma refeição para ela e seu filho, esperando que fosse a última antes de morrerem de fome (1 Reis 7:12-13).

1 Reis 7:12-13

12 Porém ela disse: Vive o Senhor teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija; e vês aqui apanhei dois cavacos, e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos, e morramos.
13 E Elias lhe disse: Não temas; vai, faze conforme à tua palavra; porém faze dele primeiro para mim um bolo pequeno, e traze-mo aqui; depois farás para ti e para teu filho.

No entanto, ela acreditou na palavra do profeta e ofereceu o que tinha, em outras palavras, fez um sacrifício. Em resposta à sua fé e obediência, Deus não apenas supriu suas necessidades durante todo o período de fome, mas garantiu que sua panela de farinha e seu jarro de azeite não se esgotassem (1 Reis 17:14-16).

1 Reis 17:14-16

14 Porque assim diz o Senhor Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.

15 E ela foi e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.

16 Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do Senhor, que ele falara pelo ministério de Elias.

É importante notar que havia muitas viúvas em Israel na época, mas foi com essa viúva que Deus decidiu trabalhar, mostrando que a obediência e a fé são altamente valorizadas por Ele (Lucas 4:25-26).

Lucas 4:25-26

25 Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;

26 E a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva.

As histórias de Salomão e da viúva de Sarepta nos ensinam que Deus valoriza a atitude do coração e a disposição de fazer o bem. A oferta de Salomão e o sacrifício da viúva mostram que Deus vê além do que é visível e responde de maneira poderosa quando oferecemos o melhor de nós com um coração sincero. Salomão ofereceu abundantemente e recebeu sabedoria e riqueza; a viúva, em meio à pobreza, fez um sacrifício e viu a provisão divina de maneira milagrosa.

Quando ofertamos algo a Deus, é essencial que façamos isso com boas intenções, independentemente do tamanho ou valor da oferta.

A Bíblia ensina que devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para Deus, e não para os homens, como está escrito em Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens."

O sacrifício é um aspecto profundo da oferta a Deus, que vai além de uma simples doação; é algo que envolve renúncia e custa ao ofertante.

Por exemplo, uma pessoa pode sentir no coração o desejo de se desfazer de um objeto ao qual tem grande apego, de doar uma quantia significativa de dinheiro ou um bem material valioso que lhe fará falta.

Da mesma forma, sacrifícios de caráter podem envolver decisões difíceis, como se afastar de um relacionamento que não é saudável espiritualmente, ou recusar um emprego que, apesar de pagar bem, exigiria comprometer sua integridade.

Vale lembrar que o verdadeiro sacrifício não pode ser fruto de pressão externa, mesmo que venha de uma autoridade religiosa. O sacrifício genuíno deve nascer de uma convicção interior, do toque do Espírito Santo na consciência. Somente quando a oferta é feita de livre e sincera vontade, ela se torna um sacrifício verdadeiramente agradável a Deus, que se alegra ao ver nossos corações dispostos e nossas ações em sintonia com Sua vontade.

A Bíblia está repleta de histórias de ofertantes que agradaram a Deus, tanto ricos quanto pobres. Por exemplo, Abel ofereceu um sacrifício mais aceitável do que Caim (Gênesis 4:4), e a mulher que deu suas duas pequenas moedas no templo foi considerada por Jesus como tendo dado mais do que todos os outros na ocasião em que Jesus observava as pessoas entregando as ofertas no templo (Marcos 12:41-44).

Gênesis 4:4

E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.

Marcos 12:41-44

41 E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito.

42 Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo.

43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;

44 Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.

Ao refletir sobre essas lições, pense em como você pode aplicar esses princípios em sua própria vida. Suas ofertas, sejam elas grandes ou pequenas, são um reflexo da sua fé e compromisso para com Deus.

O que Deus realmente busca é um coração disposto a dar e a servir, independentemente da situação em que você se encontra. Cada oferta que fazemos, com sinceridade e fé, é uma expressão do nosso amor e devoção a Ele.

Capítulo 08O Cortador, o Migrador, o Devorador e o Destruidor:

O profeta Joel viveu em uma época de grande dificuldade para o povo de Israel, provavelmente no período pós-exílico, após o retorno do cativeiro na Babilônia (Joel 1:1-13).

Esse cativeiro, ocorrido por volta de 586 a.C., foi uma das maiores tragédias para os israelitas, que perderam sua cidade, seu Templo e sua liberdade ao serem levados para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor. Ao longo de aproximadamente 70 anos, o povo ficou exilado, conforme narra a tradição bíblica (2 Reis 25:1-12).

Ao retornar para Jerusalém, com a permissão do rei Ciro da Pérsia, o povo de Israel enfrentou muitos desafios. Além de reconstruir o Templo e a cidade, eles precisavam restabelecer suas tradições religiosas e sociais. A agricultura, que era a principal fonte de sustento do povo, foi gravemente afetada por crises, incluindo períodos de fome e pragas, o que comprometeu diretamente a sobrevivência da nação (Esdras 1:1-4).

O livro de Joel descreve uma dessas crises, marcada por uma praga de gafanhotos que devastou as colheitas, ameaçando a subsistência de todo o povo. Essa praga não era apenas um evento natural, ela carregava um profundo significado espiritual, visto como consequência do distanciamento do povo de Deus.

Esses males, no entanto, não eram apenas físicos, eles tinham também implicações espirituais. Joel 1:4 faz referência a quatro tipos de pragas que assolavam o povo: o Cortador, o Migrador, o Devorador e o Destruidor.

Joel 1:4

O que restou do gafanhoto cortador comeu o gafanhoto migrador; e o que restou do gafanhoto migrador comeu o gafanhoto devorador; e o que restou do gafanhoto devorador comeu o gafanhoto destruidor.

Cada um desses agentes representa diferentes formas de calamidade, que ocorrem quando há o afastamento de Deus.

O Cortador simboliza as perdas repentinas e inesperadas. Assim como o gafanhoto devora rapidamente as plantas, o Cortador espiritual representa situações em que aquilo que foi arduamente conquistado é tirado de forma abrupta, como resultado da desobediência.

O Migrador simboliza as forças que consomem o que está em crescimento e prosperidade. Sua atuação é constante, barrando o amadurecimento dos frutos da terra e do trabalho. Isso resulta em uma destruição gradual da prosperidade, onde tudo que poderia se tornar valioso é interrompido.

O Devorador é descrito como o mal que consome as colheitas e o sustento do povo. Seu ataque compromete a prosperidade e o bem-estar da nação, afetando diretamente sua subsistência.

Por fim, o Destruidor representa a devastação total. Enquanto os outros agentes causam perdas graduais, o Destruidor simboliza o colapso completo e o ponto de não-retorno.

A explicação por trás desses agentes de destruição está ligada à permissão divina. Deus, em Sua soberania, permite que o mal ocorra como consequência do afastamento d'Ele (Gálatas 6:7).

Gálatas 6:7

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.

Quando o povo quebrava a aliança com Deus, abria brechas para que essas forças destrutivas agissem. No entanto, a fidelidade trazia proteção divina, como visto em Malaquias 3:8-12, onde Deus promete repreender o devorador quando o povo é fiel.

08 "Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.

09 Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.

10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida.

11 Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.

12 Todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos."

A obediência e a fidelidade a Deus trazem proteção contra essas forças, abrindo caminho para as bênçãos. Isso é ilustrado em Salmos 91:1-7, que descreve a proteção divina como refúgio seguro para os que habitam sob a sombra do Altíssimo.

Salmos 91:1-7

01 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

02 Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

03 Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.

04 Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

05 Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,.

06 Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

07 Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

No entanto, a desobediência traz sérias consequências, como veremos na história do rei Saul, o primeiro rei de Israel. Sua desobediência levou ao afastamento de Deus. Em 1 Samuel 13:8-14, Saul desobedece ao oferecer sacrifícios que não lhe competiam. Como resultado, Deus decide tirar o reino de Saul e o entregar a Davi.

1 Samuel 13:8-14

08 E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele.

09 Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto.

10 E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar.

11 Então disse Samuel: Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás,

12 Eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto.

13 Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre;

14 Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.

Após esse evento, o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e ele passou a ser atormentado por um espírito maligno, conforme relata 1 Samuel 16:14.

1 Samuel 16:14

E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor.

No Antigo Testamento, antes do sacrifício de Jesus, o Espírito Santo não habitava permanentemente nas pessoas como acontece hoje. Naquela época, Ele era concedido apenas a figuras específicas, como reis, profetas e sacerdotes, para capacitá-los em missões especiais ou na liderança do povo de Deus.

Para demonstrar que esse tormento não foi causado diretamente por Deus, mas pela ausência de Sua proteção, na narrativa bíblica é dito que Davi, ao tocar sua harpa, aliviava o sofrimento de Saul, demonstrando que era o afastamento de Deus que permitia a opressão (1 Samuel 16:23). Se esses espíritos fossem diretamente enviados por Deus, a música de Davi não teria o poder de afastá-los.

1 Samuel 16:23

E sucedia que, quando o espírito mau da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele.

Algumas teologias modernas sugerem que o Cortador, o Migrador, o Devorador e o Destruidor não seriam resultado de uma permissão divina, e sim fenômenos naturais sem implicações espirituais. Contudo, a Bíblia ensina que Deus permite que certas coisas aconteçam, sempre dentro de limites que Ele mesmo estabelece. Em 1 Coríntios 10:13, lemos que "Deus é fiel; Ele não permitirá que sejais tentados além do que podeis suportar". Isso nos lembra que, mesmo nos momentos de provação, Deus sempre oferece uma saída.

No Novo Testamento, Jesus criticou a hipocrisia dos fariseus em relação ao dízimo. Em Mateus 23:23, Ele diz: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais o mais importante da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Deveis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas."

Aqui, Jesus não aboliu o dízimo, mas enfatizou que ele deve ser praticado juntamente com a justiça e a misericórdia. Um exemplo claro disso está na pobre viúva, citada anteriormente, que deu suas duas moedinhas no Templo (Lucas 21:1-4).

Lucas 21:1-4

01 E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro;

02 E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;

03 E disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva;

04 Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha.

Na época de Jesus, existiam diversas moedas em circulação, como denários, dracmas e estateres, sendo estes últimos de maior valor. A viúva ofereceu duas moedas chamadas 'leptos', que tinham um valor muito baixo, que juntas, seriam equivalentes a menos de R$ 5,00 nos dias de hoje. Mesmo assim, Jesus a elogiou, pois, apesar do valor insignificante, ela deu tudo o que possuía, demonstrando generosidade e confiança total em Deus, o que foi muito mais importante do que o valor monetário de sua oferta.

A verdadeira questão sobre os dízimos e as ofertas está relacionada à obediência. Quando entregamos nossas ofertas ou devolvemos o dízimo, não estamos apenas ajudando a igreja, mas também demonstrando nossa obediência a Deus. Essa obediência garante Sua proteção, afastando o mal e nos abençoando material e espiritualmente.

Muitas vezes, quando as pessoas questionam sobre a obrigatoriedade ou validade dos dízimos e ofertas, o objetivo real não é o de buscar uma compreensão espiritual mais profunda, mas sim buscar razões concretas para justificar a redução ou eliminação total desta contribuição.

Curiosamente, ninguém faz perguntas como "Posso adicionar mais 5 ou 10% ao meu dízimo?", mas sempre questionam se podem reduzir o compromisso. Em 1 Timóteo 6:10, a Bíblia nos ensina que "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males', e muitos, por causa dele, se desviaram da fé”. Esse versículo nos lembra que o problema não está no dinheiro em si, mas no apego excessivo a ele.

Aqui, vale mencionar que não focaremos nesse tema agora, pois ele já foi explorado no nosso e-book anterior, “Pode um Rico entrar no céu?”. Por agora vamos nos concentrar nas dificuldades que tanto os justos quanto os injustos enfrentam ao longo da vida.


Para o cristão fiel, a preocupação com porcentagens ou obrigações não deveria existir. O que importa é a atitude do coração. Em Deuteronômio 28:8, está escrito: "O Senhor enviará bênçãos aos seus celeiros e a tudo o que as suas mãos fizerem." O temor a Deus envolve um profundo respeito, não o medo de sofrer alguma punição. Quando vivemos em reverência, podemos ter a certeza de que Deus cuida de nós.

Além disso, é importante entender que o julgamento de Deus é complexo e vai além da simples obediência ou desobediência. Justos e injustos enfrentam desafios, pois a vida é repleta de dificuldades, e em Sua infinita sabedoria, Deus permite que certas coisas aconteçam como parte de um propósito maior, que muitas vezes não conseguimos compreender.

Eclesiastes 3:1-8 nos ensina que "há um tempo para tudo e um propósito para cada coisa debaixo do céu". Isso nos lembra que a vida segue ciclos, com momentos de alegria e tristeza, que não estão diretamente ligados à nossa conduta. Deus usa esses tempos para moldar nossas vidas de acordo com Seus propósitos.

Eclesiastes 3:1-8

01 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

02 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

03 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

04 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

05 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

06 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

07 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

08 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Um exemplo claro disso está na história de Jó. Ele era um homem justo e muito rico na terra de Uz, com grandes rebanhos, servos e muitas terras. Mesmo sendo íntegro diante de Deus, Jó enfrentou perdas devastadoras: seus filhos morreram, seus bens foram destruídos e ele foi acometido por doenças graves. Essas tragédias não estavam relacionadas à sua desobediência, mas faziam parte de um teste de fé que Deus permitiu para fortalecer seu caráter (Jó 1:1-3; Jó 1:13-19; Jó 2:7-8).

No nosso quarto e-book, de nome 'A Aflição de Jó', iremos explorar mais a fundo sua história. A vida de Jó nos ensina que eventos naturais, como a chuva, acontecem tanto para os bons quanto para os maus, e que a vida está repleta de mistérios e dificuldades. Embora não consigamos entender todos os propósitos de Deus, somos convidados a confiar n’Ele, mesmo quando as situações parecem confusas ou extremamente desafiadoras.

Para ilustrar essa complexidade, pense em alguns exemplos modernos: uma pessoa pode sofrer um acidente de trânsito, ser demitida injustamente ou perder o movimento das pernas devido a um acidente, tornando-se cadeirante. Outra pode enfrentar a perda inesperada de um ente querido, enquanto alguém pode ter sua casa destruída por uma enchente. Além disso, existem casos de pessoas que nascem cegas ou com algum tipo de enfermidade, ou ainda sem um membro, como uma mão ou uma perna. É importante destacar que esses eventos não estão necessariamente relacionados a algum pecado cometido por elas ou por outras pessoas.

Mesmo os que seguem os preceitos de Deus podem enfrentar desafios imensos. O que importa é a nossa resposta às provações. Quando vemos alguém sofrer, não devemos supor que isso signifique necessariamente um afastamento de Deus. A Bíblia mostra exemplos de pessoas fiéis que enfrentaram grandes adversidades. Devemos ter cuidado para não julgar mal o sofrimento alheio.

A Bíblia nos ensina em 1 Coríntios 10:13 que "Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar." Isso nos lembra que as provações fazem parte da vida, mas Deus está ao nosso lado em cada uma delas, garantindo que nunca enfrentaremos algo que não possamos suportar com a Sua ajuda.

Em Tiago 1:2-4, somos encorajados a "ter grande alegria quando passamos por várias provações, pois sabemos que a prova da nossa fé produz perseverança." Isso significa que, embora enfrentemos dificuldades, Deus está trabalhando em nós para fortalecer nossa fé.

No entanto, se os problemas parecem ser contínuos e intermináveis, com situações de brigas e discussões frequentes, traições constantes, perseguições, acidentes e desastres que acontecem de forma repetitiva com um ou mais membros de uma mesma família, portas que sempre se fecham, dificuldades inexplicáveis no trabalho ou nos estudos, doenças persistentes que não parecem ter cura, conflitos familiares que nunca se resolvem, insônia constante e sem causa aparente, ou sentimentos de opressão e angústia sem motivo claro, pode ser sim que esteja ocorrendo algum tipo de ataque espiritual em sua vida.

Nessas situações, é fundamental buscar a Deus em oração. Clame por discernimento e sabedoria para entender o que está acontecendo (Tiago 1:5). A oração é um poderoso recurso que nos conecta com Deus e nos ajuda a encontrar paz e clareza.

Tiago 1:5

Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, de boa vontade, e lhe será concedida.

Além da oração, procure apoio de familiares e irmãos de confiança na igreja. Compartilhar suas lutas com pessoas que podem orar ao seu lado e oferecer orientação espiritual é muito importante. Também é aconselhável buscar ajuda pastoral; converse com seu líder espiritual, que poderá aconselhá-lo e orar por você, ajudando a discernir se há algo espiritual por trás das suas dificuldades.

Lembre-se da passagem bíblica de Filipenses 4:6-7, que diz: "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplica, com ações de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os corações e as mentes de vocês em Cristo Jesus." Essa passagem nos ensina que, ao entregarmos nossas preocupações a Deus por meio da oração, podemos experimentar uma paz que vai além da nossa compreensão, guardando nossos corações e mentes.

Não desista, pois Deus está com você em cada batalha. Ele não nos livra das dificuldades, mas se une a nós e luta ao nosso lado, como está escrito em Isaías 41:10: "Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o sustentarei com a minha mão direita vitoriosa." Essa promessa nos lembra que, mesmo nas lutas, Deus nos oferece força e apoio.

Ele pode trazer libertação e vitória à sua vida. Confie que Deus está trabalhando em seu favor, mesmo quando as situações parecem desafiadoras. Mantenha sua fé e saiba que você não está sozinho nessa jornada.

Para finalizar este capítulo, é importante destacar que a entrega física dos dízimos e das ofertas é apenas a parte mais visível do nosso temor e respeito ao Senhor. O que Deus realmente deseja de nós é um coração dedicado e sincero. No próximo capítulo, falaremos sobre um aspecto fundamental da vida cristã: o caráter. Afinal, nossa fidelidade a Deus deve se refletir em todas as áreas de nossas vidas, e não apenas nas nossas contribuições financeiras.

Capítulo 09Ser fiel a Deus não se trata apenas de dinheiro:

Ser fiel a Deus vai muito além de questões financeiras: trata-se de um relacionamento constante e profundo com Ele. O dízimo e as ofertas são importantes, mas nossa fidelidade a Deus deve ser expressa em todas as áreas da vida.

A oração é uma das formas mais poderosas de mantermos esse relacionamento vivo e ativo. O próprio Jesus, mesmo sendo Deus em forma humana, dedicava-se continuamente à oração, mostrando a importância de estar em comunhão com o Pai em todos os momentos.

Nossa vida deve ser marcada por uma atitude de louvor, adoração e dependência de Deus. Assim como Jesus orava constantemente, somos chamados a fazer o mesmo.

A Bíblia nos lembra em 1 Tessalonicenses 5:16-18 que devemos nos alegrar sempre, orar sem cessar e dar graças em todas as circunstâncias, pois essa é a vontade de Deus para nós.

1 Tessalonicenses 5:16-18

16 Alegrem-se sempre.

17 Orem continuamente.

18 Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.

A oração nos mantém alinhados com a vontade de Deus e nos ajuda a buscar Sua orientação e força em meio aos desafios. Para o cristão, a oração é o sustento da alma e a maneira de fortalecer nosso vínculo com o Criador.

Além da oração, nossa fidelidade a Deus também se reflete em nosso caráter e nas nossas ações cotidianas. A prática da honestidade deve ser evidente em todas as áreas da vida, seja no trabalho, nas relações familiares ou no relacionamento com outras pessoas. Efésios 5:1-2 nos encoraja a sermos imitadores de Deus, vivendo em amor assim como Cristo nos amou e se entregou por nós.

Efésios 5:1-2

01 Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados,

02 e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.

Ser justos no tratamento aos outros reflete o caráter divino, e honrar a Deus com nossas atitudes é tão importante quanto honrá-Lo com nossas finanças.

Quando agimos com integridade, mesmo sem a supervisão de outras pessoas, demonstramos verdadeiro temor e respeito a Deus. Recusar subornos, devolver o troco certo, ser fiel no namoro ou casamento e agir com honestidade são sinais de um caráter moldado pela fidelidade ao Senhor. Não se trata apenas de devolver o dízimo ou dar ofertas, mas de viver uma vida que reflete sinceridade e compromisso com o Criador em todas as áreas.

Um exemplo que ilustra bem essa situação é o de uma mulher que é obreira em sua congregação e que cumpre todas as suas responsabilidades com muito zelo e total dedicação. Contudo, em casa, ela trata mal o seu companheiro, não cumpre com suas obrigações de boa esposa e não demonstra o amor que deveria ter por ele ou por seus filhos, pois está sempre ocupada com as tarefas da igreja.

Será que o marido dela verá nela o caráter de Deus? Se alguém devolve o dízimo, ajuda muitas pessoas e faz muitas ofertas, mas mente, rouba, trata mal os outros, é desonesta, seus atos de adoração perderão completamente o valor diante do Altíssimo.

Nós somos o templo do Espírito Santo, e como tal, nossas ações e comportamento devem refletir a presença de Deus em nós (1 Coríntios 6:19-20).

1 Coríntios 6:19-20

19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Mesmo que alguém não frequente uma igreja física, ainda assim deve enxergar em nossas atitudes o caráter de um verdadeiro cristão. Seja no relacionamento familiar, no convívio com amigos ou no ambiente de trabalho, a nossa conduta deve ser um espelho da fé que professamos (Mateus 5:16).

Mateus 5:16

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

Quando falhamos em demonstrar esse caráter cristão, podemos acabar afastando aqueles que ainda não conhecem o evangelho, criando uma barreira para que essas pessoas se aproximem de Deus.

É importante lembrar que o testemunho de nossa vida fala mais alto do que nossas palavras ou aparências. Não basta apenas frequentar cultos ou fazer doações generosas, se no dia a dia, nosso comportamento não reflete o amor e a justiça de nosso Pai celestial. Cada ato de desamor, desonestidade ou indiferença pode ser um obstáculo para quem está observando e buscando um exemplo de fé genuína.

Assim como um sacrifício mal oferecido não agrada ao Senhor, nossas ações sem integridade também não serão aceitas por Ele, por isso devemos nos entregar a Deus por inteiro, com sinceridade em nosso coração e em todas as áreas de nossas vidas.

Para ilustrar ainda mais sobre este assunto, pense em um marido que dá presentes caros à esposa, a adorna com joias e vestidos caros, paga todas as contas da casa e não deixa ela passar nenhuma necessidade financeira, mas que a negligencia emocionalmente, está sempre de mau humor, briga por qualquer motivo, nunca ajuda ela com as responsabilidades do lar, não dá nenhuma atenção aos filhos e ainda a trai com outras mulheres.

Será que esses presentes e a aparente riqueza teriam algum valor para ela? Da mesma forma, o Altíssimo não se interessa pelos nossos bens, Ele quer nosso amor e fidelidade. Quando somos fiéis em todas as áreas da vida — seja no casamento, no trabalho, ou quando estamos sozinhos e sem a supervisão de ninguém —, demonstramos que nosso caráter reflete os princípios de nosso Criador. Renunciar a ganhos fáceis e manter integridade, mesmo em situações tentadoras, é uma demonstração de caráter que agrada a Deus.

Muitas vezes, podemos nos sentir frustrados quando as bênçãos do Senhor não chegam na forma que esperamos. Mas é crucial lembrar que o amor de Deus por nós não está limitado a bênçãos financeiras. Filipenses 4:19 nos assegura que Deus suprirá todas as nossas necessidades, conforme Suas riquezas em Cristo Jesus.

Filipenses 4:19

O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.

Isso nos lembra que, mesmo com abundância de bens, a verdadeira satisfação e propósito vêm de Deus, que nos oferece paz e equilíbrio. Quando somos fiéis a Deus e buscamos Sua presença, Ele nos abençoa de maneiras que vão muito além da área financeira: na saúde, nos relacionamentos, em nossa paz interior e, acima de tudo, em nosso relacionamento para com Ele.

É essencial entender que o contentamento e a gratidão por aquilo que Deus já nos deu são formas de demonstrar nossa confiança n’Ele. Mesmo que os recursos financeiros pareçam escassos em algum momento, é preciso reconhecer as provisões diárias de Deus – o sustento, a saúde e as bênçãos intangíveis que Ele nos concede. Observe o que está escrito na seguinte passagem, dita por Jesus:

Mateus 6:25-26

25 "Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa?

26 Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas?

Jesus nos ensina que devemos confiar na provisão divina e viver com a certeza de que Deus suprirá tudo o que precisamos no momento certo. Se for de Sua vontade que você seja rico, Ele abrirá portas. Mas, enquanto isso, aproveite o que Ele te deu e continue trabalhando com honestidade e gratidão, confiando que Ele sempre provê o necessário.

No próximo capítulo, falaremos sobre os "falsos religiosos". Esses são aqueles que, com más intenções, distorcem a verdadeira fé e usam a religião para seus próprios interesses. Vamos abordar como essas ações não só prejudicam as pessoas, mas também enfraquecem a confiança na mensagem do evangelho.

Capítulo 10Os maus pastores e a deturpação da fé:

Infelizmente, é de conhecimento comum que muitos líderes deturpam a Palavra de Deus com falsos ensinamentos. Essas distorções criam o que a Bíblia chama de "pastores negligentes" ou “falsos pastores” — indivíduos que, em vez de guiar o rebanho no caminho da verdade, conduzem-no ao erro. Esses líderes buscam satisfazer interesses próprios, prejudicando tanto os fiéis quanto a obra de Deus. Jeremias 5:30-31 descreve esse cenário de forma clara:

Jeremias 5:30-31

30 Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra.

31 Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?

Estes falsos líderes se aproveitam da fé alheia para obter benefícios próprios, como dinheiro, status e poder. Esse abuso geralmente afeta os mais vulneráveis, que confiam cegamente em suas palavras, e afasta pessoas com maior capacidade de julgamento, desiludindo-as da mensagem verdadeira do Evangelho. Em Oséias 4:6, o profeta nos alerta:

Oséias 4:6

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

O mal causado por esses líderes é devastador. Paulo, em Atos 20:29-30, advertiu sobre a vinda de lobos vorazes que não poupariam o rebanho e criariam divisões:

Atos 20:29-30

29 Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;

30 E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.

Esse problema, embora antigo, ainda persiste nos dias atuais, causando danos profundos à igreja de Cristo. Jeremias 23:1-2 adverte sobre os pastores que destroem e dispersam o rebanho do Senhor, revelando como a exploração da fé pode corromper o coração daqueles que genuinamente buscam a Deus.

Jeremias 23:1-2

01 Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.

02 Portanto assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitas-tes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.

Os danos causados por esses líderes podem ser duradouros: muitas pessoas se afastam completamente da igreja, desiludidas, e algumas até falam mal da religião cristã por causa das experiências negativas que tiveram com esses falsos líderes.

Até mesmo dentro da própria igreja, há pessoas que se desviam dos preceitos de Cristo, seja por ganância, ambição pessoal, falta de caráter ou outras motivações egoístas. A parábola do Joio e do Trigo, contada por Jesus em Mateus 13:24-30, ilustra bem essa realidade.

Mateus 13:24-30

24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;

25 Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.

27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?

28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?

29 Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.

O trigo era um alimento essencial nos tempos antigos e continua sendo importante mesmo nos tempos de hoje. No Brasil, por exemplo, a produção de trigo ajuda a fortalecer a economia agrícola do país, contribuindo para o crescimento e a prosperidade. O joio, por outro lado, é uma erva daninha que prejudica a colheita, e se não for cuidadosamente retirado, pode destruir plantações inteiras. Assim como uma maçã estragada contamina as outras, o joio pode se espalhar se não for removido a tempo.

Uma das razões pelas quais o joio e o trigo precisam crescer juntos é que, no início, eles são muito parecidos na aparência, tornando difícil diferenciá-los. Se os servos tentassem arrancar o joio cedo demais, correriam o risco de arrancar também o trigo, prejudicando a colheita. Somente quando amadurecem, a diferença entre eles se torna clara: o trigo carrega grãos valiosos, enquanto o joio é estéril. Por isso, é necessário esperar até o momento da colheita para que a separação seja justa e eficiente.

Essa parábola nos lembra que, apesar da presença de falsos mestres, cabe a Deus separar o joio do trigo no tempo certo. Enquanto isso, é nossa responsabilidade discernir sobre o verdadeiro e o falso ensinamento e permanecermos firmes na fé.

É fundamental entender que todos nós somos pecadores e falhos, e que ninguém, exceto Deus, é perfeito, por isso não devemos esperar perfeição absoluta, nem mesmo dentro da igreja, porque somos seres humanos e por isso todos estamos sujeitos a errar.

Hebreus 10:24-25 nos lembra da importância de nos reunirmos como igreja para nos encorajarmos mutuamente. Estar em comunidade nos fortalece espiritualmente, e quando estamos sozinhos, nos tornamos vulneráveis às tentações e armadilhas do inimigo.

Hebreus 10:24-25

24 E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,

25 Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.

Um exemplo que ilustra bem isso é a migração dos búfalos africanos no Serengeti, uma jornada longa e cheia de desafios. Durante o percurso, os búfalos enfrentam escassez de água e alimento, além do calor intenso e ataques de crocodilos, leões, hienas e cães selvagens. Alguns indivíduos acabam ficando pelo caminho, presos em áreas de lama ou vencidos pelo cansaço e por predadores. No entanto, as perdas são mínimas se comparadas ao total de animais que completam a migração. O sucesso da maioria se deve à união da manada, que oferece proteção e força para superar juntos os obstáculos.

Os leões, por exemplo, são caçadores astutos que se aproveitam das situações em que um búfalo se distancia do grupo, tornando-o mais vulnerável. Embora a manada proteja seus membros, aqueles que se isolam se tornam os alvos preferidos. Sem a proteção do grupo, esses animais ficam mais frágeis e expostos ao ataque. O bando de leões cerca a presa isolada, dificultando qualquer chance de retorno à segurança dos seus companheiros. Por isso, a força do grupo é essencial para manter todos protegidos e seguros.

Assim como na migração dos búfalos, a vida espiritual também é mais difícil para aqueles que se afastam da comunidade cristã. Quando alguém tenta seguir sozinho, fica mais frágil e vulnerável às tentações e ataques do inimigo. A união com outros cristãos não apenas oferece encorajamento, mas traz proteção espiritual, ajudando cada um a perseverar na fé. Na comunhão, encontramos força e apoio para superar as dificuldades, assim como a manada protege seus membros.

Ser um pastor ou líder espiritual é uma grande responsabilidade diante de Deus. Tiago 3:1 nos adverte:

Tiago 3:1

Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.

Além disso, Jesus nos ensina em Lucas 12:47-48:

Lucas 12:47-48

47 E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites;

48 Mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.

Esses versículos enfatizam que conhecer a vontade de Deus exige responsabilidade. Se um líder tem as ferramentas e oportunidades de fazer o bem, mas não as utiliza, o peso de sua omissão será ainda maior do que para alguém que não teve esse entendimento.

Jesus também advertiu severamente contra aqueles que causam escândalo e desviam os fiéis, como vemos em Mateus 18:6.

Mateus 18:6

Mas, se alguém fizer tropeçar um desses pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que se lhe pendurasse no pescoço uma pedra de moinho, e fosse afogado na profundidade do mar.

Embora esses falsos líderes possam prosperar temporariamente, Jesus nos lembra em Mateus 7:21-23 que a hipocrisia deles será revelada no dia do juízo, onde eles serão rejeitados por Cristo e enfrentarão um destino terrível, em que nenhuma riqueza, poder ou status adquirido aqui na Terra compensará a eternidade de sofrimento que os espera no inferno.

Mateus 7:21-23

21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Apesar de tudo, a falha dos outros não pode ser usada como desculpa para o nosso próprio afastamento de Deus. Mesmo sabendo da existência de falsos mestres, devemos permanecer firmes e buscar congregações comprometidas com a pregação fiel da Palavra. Mateus 11:12 nos lembra que a salvação requer esforço diário:

Mateus 11:12

E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.

Deus é onisciente e conhece até os pensamentos mais profundos do nosso coração, como nos diz Hebreus 4:12. Ele sabe quando estamos sendo sinceros em nossa devoção e quando estamos apenas fingindo.

Hebreus 4:12

Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Cada um é responsável por sua caminhada com Deus, ainda que existam falhas e decepções ao nosso redor. A fé verdadeira não deve se apoiar em pessoas, mas em Cristo, e é fortalecida pela comunhão sincera e constante com Ele. Mesmo diante dos desafios, quem busca a Deus de coração encontrará direção e força para continuar, sabendo que nada está oculto aos olhos do Senhor e que Ele recompensará aqueles que perseveram na verdade.

Para que você compreenda melhor, uma congregação comprometida com a pregação fiel da Palavra de Deus é aquela que tem como fundamento a Bíblia, sem distorcê-la ou adaptar suas verdades para agradar aos interesses humanos. Seu objetivo é transmitir a mensagem de Cristo de maneira clara e íntegra, ajudando os fiéis a entenderem e aplicarem os ensinamentos das Escrituras no cotidiano. Nessa congregação, a Palavra de Deus é o centro de todas as atividades – sejam cultos, estudos ou ações comunitárias – e cada mensagem busca a edificação espiritual e o crescimento na fé.

Além disso, uma igreja fiel não busca ganhos pessoais nem reconhecimento humano, mas tem como propósito glorificar a Deus em tudo o que faz. Os líderes servem com humildade e responsabilidade, conscientes de que prestarão contas a Deus. Eles guiam o rebanho com amor e verdade, ajudando cada pessoa a crescer espiritualmente e a desenvolver um relacionamento sincero com Cristo.

O cuidado com os necessitados e a promoção da comunhão entre os membros são marcas importantes dessa igreja. Não se trata apenas de palavras, mas de viver o evangelho na prática, ajudando-se mutuamente e demonstrando o amor de Deus ao mundo. Em meio às dificuldades, a congregação permanece unida, fortalecendo-se para perseverar na fé e seguir firme no caminho da salvação.

Mahatma Gandhi, um dos maiores líderes espirituais e políticos da história, ilustra bem a importância de se ter um caráter verdadeiro e de se conhecer uma congregação que segue os preceitos do verdadeiro evangelho de Cristo.

Nascido em 1869, na Índia, em uma época em que o país estava sob o domínio do Império Britânico, Gandhi enfrentou a exploração econômica, a discriminação racial e as injustiças sociais impostas ao povo indiano.

Após estudar Direito em Londres, ele viveu por 21 anos na África do Sul, onde começou a lutar contra o racismo que os indianos enfrentavam naquele país. Foi ali que ele desenvolveu sua filosofia de resistência pacífica, baseada na 'não-violência' (ahimsa).

Ao retornar à Índia, Gandhi tornou-se a principal figura na luta pela independência do país, liderando campanhas de desobediência civil contra o domínio britânico, como a famosa Marcha do Sal, em 1930. Ele também incentivou o boicote de produtos britânicos e a produção local de bens, como forma de enfraquecer o controle colonial. Sua liderança mobilizou milhões de indianos, culminando na independência do país em 1947, sem a necessidade de uma guerra violenta. A filosofia de Gandhi influenciou movimentos globais por direitos civis, inspirando líderes como Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.

Apesar de admirar profundamente os ensinamentos de Jesus, Gandhi teve uma experiência negativa com o cristianismo ao tentar frequentar uma igreja na África do Sul, onde foi discriminado por ser indiano. Desiludido, ele proferiu a famosa frase: "Eu gosto de Cristo, mas não gosto dos cristãos. Os cristãos são tão diferentes de Cristo."

Essa declaração reflete sua decepção com o comportamento daqueles que não seguiam os ensinamentos que pregavam. Atualmente, a Índia é o país mais populoso do mundo e conta com cerca de 1.5 bilhão de habitantes, com uma grande maioria de hindus, que adoram milhões de deuses, cada um representando diferentes aspectos da vida e do universo.

A história poderia ter sido diferente se o cristianismo tivesse se espalhado nessa nação, talvez influenciado por alguém como Gandhi, caso ele tivesse encontrado cristãos verdadeiramente comprometidos com o evangelho de Cristo. O verdadeiro cristão não é definido apenas por um rótulo ou por frequentar uma igreja. Ele é reconhecido por suas ações, seja dentro ou fora de sua congregação.

Os primeiros seguidores de Cristo foram chamados de "cristãos" porque se comportavam como Cristo (Atos 11:26). Isso significa que devemos imitar Jesus em nossas ações e palavras, onde quer que estejamos. Mesmo que alguém não vá à igreja, essa pessoa pode ver Cristo através do nosso comportamento. Afinal, somos templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19-20).

1 Coríntios 6:19-20

19 Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

Por isso, é crucial que todos nós, como cristãos, sejamos exemplos vivos de Cristo no mundo. Como Paulo disse em 2 Coríntios 3:2-3 - somos cartas vivas, escritas não com tinta, mas pelo Espírito de Deus em nossos corações.

2 Coríntios 3:2-3

02 Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.

03 Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.

O mundo está sempre observando nossas atitudes, e nosso comportamento pode ser o único evangelho que algumas pessoas irão "ler". Quando agimos com integridade, compaixão e amor, estamos mostrando ao mundo quem Cristo é. Mas quando nossas ações contradizem nossa fé, afastamos as pessoas de Deus, como aconteceu com Gandhi.

Nos tempos atuais, vivemos em uma era de informação, onde tudo é rapidamente compartilhado, discutido e julgado. As redes sociais amplificam nossos comportamentos e nos expõem a um público muito maior do que imaginamos. Se, por um lado, isso oferece a oportunidade de espalhar o evangelho e alcançar mais pessoas, por outro, aumenta nossa responsabilidade em viver de acordo com os princípios de Cristo. Afinal, a Bíblia nos adverte que seremos conhecidos pelos nossos frutos (Mateus 7:16) e por isso se espera consistência daqueles que professam fé no Criador.

Mateus 7:16

Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Portanto, devemos vigiar e orar continuamente (Mateus 26:41), para que não caiamos em tentação, seja por orgulho, ganância ou qualquer outro pecado que nos faça desviar do caminho correto.

Mateus 26:41

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

A caminhada cristã é um processo diário de renúncia de si mesmo e de “carregar a cruz”, como Jesus instruiu em Lucas 9:23.

Lucas 9:23

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Isso significa que teremos que fazer sacrifícios, negar nossos próprios desejos egoístas e colocar Deus sempre em primeiro lugar. Embora essa jornada possa ser desafiadora, Jesus nos dá a garantia de que nunca estaremos sozinhos: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20).

Além disso, a presença do Espírito Santo em nossas vidas é uma ajuda indispensável. Ele nos guia, fortalece e dá discernimento para distinguir a verdade do erro (João 16:13).

João 16:13

Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.

É o Espírito Santo que nos capacita a viver de maneira santa e a refletir o caráter de Cristo no mundo. Quando nos afastamos de Deus e negligenciamos nossa comunhão com Ele, nos tornamos mais vulneráveis aos falsos ensinamentos e às ciladas do inimigo. Por isso, é essencial manter uma vida de oração, leitura da Palavra e comunhão com outros crentes.

Diante dos falsos ensinamentos e dos líderes corruptos, devemos lembrar que a igreja verdadeira de Cristo permanece firme. Jesus garantiu a Pedro que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18).

Mateus 16:18

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

Apesar das falhas humanas, o corpo de Cristo, composto por todos os crentes genuínos, continua inabalável. Devemos nos apegar a essa verdade, confiando que Deus está no controle e que, no tempo certo, a justiça será feita. O apóstolo Paulo, em sua carta a Timóteo, nos encoraja a "combater o bom combate da fé" (1 Timóteo 6:12). Isso significa que a vida cristã é uma luta contínua contra o pecado, as tentações e os falsos mestres.

1 Timóteo 6:12

Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.

A boa notícia é que não estamos sozinhos nessa batalha, pois Cristo já venceu o mundo (João 16:33). Se permanecermos firmes n'Ele, também seremos vitoriosos.

João 16:33

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Finalmente, devemos nos lembrar de que a igreja é composta por pessoas imperfeitas que estão em processo de santificação. Não podemos esperar perfeição de nossos líderes ou irmãos na fé. Mas, ao mesmo tempo, devemos buscar ser a melhor versão de nós mesmos em Cristo, mostrando ao mundo o amor, a graça e a verdade de Deus através de nossas vidas.

Embora existam falsos mestres e líderes corruptos, devemos manter nossos olhos fixos em Cristo e na sua Palavra. Ele é o Pastor supremo, que jamais nos abandonará. Nossa fé deve estar firmemente alicerçada n'Ele, e não em líderes humanos falhos. Ao vivermos de acordo com o evangelho, sendo cartas vivas de Cristo, podemos ser agentes de mudança e esperança em um mundo que tanto necessita da verdadeira luz do evangelho.

Capítulo 11 - Conclusão:

Os dízimos e as ofertas são essenciais para a manutenção da igreja e para a expansão do reino de Deus na Terra. Eles não apenas ajudam nas necessidades práticas da congregação, como também possibilitam o avanço do evangelho, apoiando missões, ações sociais e o cuidado com os que mais precisam.

Quando contribuímos com nossos recursos, estamos permitindo que a obra de Deus continue a crescer e a alcançar mais vidas, transformando corações e levando a esperança a diversas partes do mundo.

Além do aspecto material, o ato de devolver o dízimo e de realizar ofertas, sejam elas financeiras, materiais ou de ajuda na congregação, refletem o nosso caráter perante Deus. Não se trata apenas de um compromisso mensal ou de uma mera obrigação financeira, é um gesto de amor, adoração e reverência.

Os dízimos e as ofertas também são uma forma de fortalecer a nossa fé e manter nossa conexão com Deus. A fidelidade nessas áreas nos ajuda a confiar que o Senhor cuida de nós, mesmo nas dificuldades. Como Jesus ensina em Mateus 6:25-26, Deus supre nossas necessidades, assim como alimenta as aves do céu. Embora enfrentemos desafios, podemos descansar na certeza de que Ele está conosco em todas as situações e nos sustentará com Sua graça.

Mateus 6:25-26

25 "Por isso eu lhes digo que não se preocupem com a vida diária, se terão o suficiente para comer, beber ou vestir. A vida não é mais que comida, e o corpo não é mais que roupa?

26 Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimento em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta. Acaso vocês não são muito mais valiosos que os pássaros?

Todo o valor arrecadado com este e-book será utilizado para contribuir com a obra de Deus, seja por meio de ofertas, da compra de materiais ou equipamentos necessários para a igreja, ou para apoiar projetos e iniciativas que auxiliem na propagação do evangelho.

Para tornar o conteúdo produzido ainda mais acessível, estarei disponibilizando os áudios dos e-books gratuitamente no meu canal do YouTube [@TMRocha].

Neste canal você poderá acessar os áudios dos e-books à medida que eu os for produzindo, que estarão na Playlist "Audiobooks dos Estudos Bíblicos TMRocha”. Além disso, você também terá acesso a outros conteúdos gratuitos e interativos criados por mim.

Agradeço sinceramente por você ter lido essa obra e espero que ela tenha sido edificante para sua vida e que seu relacionamento com Deus seja fortalecido através dos ensinamentos aqui apresentados. Que este material traga reflexão e crescimento espiritual para a sua caminhada de fé.

Para montar este estudo bíblico utilizei de materiais que eu já possuía, em conjunto com o conhecimento de outros estudos bíblicos, palestras e leituras, conteúdos da internet, meu próprio conhecimento pessoal acerca do tema e também do apoio de Inteligências Artificiais para revisar e estruturar melhor o meu e-book.

Despeço-me com cordialidade e gratidão, desejando-lhe uma vida repleta de bênçãos, prosperidade e sabedoria.

Detalhe: No próximo capítulo, haverá uma sessão de perguntas e respostas para ajudar a esclarecer possíveis dúvidas. E em seguida você terá acesso a um glossário que explica de forma mais detalhada sobre alguns termos, personagens e lugares mencionados neste e-book.

Link da Sessão de Perguntas e Respostas: [AQUI]

Link do Glossário: [AQUI]

Vídeo do canal no YouTube:


Espero que essa estrutura ajude a aprofundar seu entendimento e ofereça um recurso útil para consultas futuras.

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