Jonas e o grande peixe
Introdução:
Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C.
Jonas foi um profeta hebreu que viveu durante o reinado do rei de Israel Jeroboão II, em meados do século 8 a.C. Jonas era filho de Amitai, e veio de Gade-Hefer, uma aldeia de Zebulom, situada nas vizinhanças de Nazaré. Ele também é o herói do livro que traz o seu nome e é o quinto dos doze Profetas Menores.
Nessa matéria aprenderemos sobre a história de Jonas e traremos à tona algumas lições que podemos trazer para nossas vidas até mesmo nos dias de hoje. Sem mais delongas, vamos começar a contar a história deste curioso profeta de Deus.
O chamado e a fuga de Jonas:
Jonas 1:1-2
01 E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
02 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.
Desobedecendo a ordem do próprio Deus vivo, o profeta Jonas foi para Jope e embarcou em um navio com destino a Társis, que estava numa direção oposta a Nínive [Jonas 1:3].
Então, no meio da navegação, o Senhor enviou um grande vento, que criou no mar uma forte tempestade, ao ponto de que seu navio estava a ponto de se quebrar com toda a tripulação dentro [Jonas 1:4].
Após os marinheiros clamarem cada um ao seu deus e realizarem uma série de procedimentos para tentar salvar o navio, livrar de algumas de suas cargas, o capitão da embarcação encontrou o profeta Jonas dormindo no porão do barco. Ali esse capitão ordenou que Jonas invocasse o seu Deus na tentativa de que Ele pudesse livrá-los [Jonas 1:5-6].
Os marinheiros resolveram lançar sorte, e a sorte caiu sobre o profeta Jonas, que foi declarado culpado [Jonas 1:7]. Interrogado pelos tripulantes daquele navio, Jonas mandou que eles o lançassem ao mar, para que a tempestade se acalmasse. Num primeiro momento os homens ainda tentaram resistir à ideia do profeta Jonas, mas ao perceberem que não teria jeito, lançaram Jonas no mar e a tempestade finalmente cessou [Jonas 1:9-15].
O clamor de Jonas:
Quando Jonas afundou na água, logo ele foi engolido por um grande peixe preparado por Deus e ficou por três dias e três noites alojado nas entranhas deste animal [Jonas 1:17].
De dentro do peixe, em meio ao desespero e com a morte batendo às portas, Jonas orou ao Senhor:
Jonas 2
01 E orou Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe.
02 E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.
03 Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim.
04 E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo.
05 As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
06 Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.
07 Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
08 Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia.
09 Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação.
10 Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.
Jonas entrega a sua mensagem:
Depois de ter sido vomitado pelo grande peixe, Jonas obedeceu a ordem de Deus e foi para Nínive [Jonas 3:1-3]. Nessa cidade Jonas pregou com um aviso simples, mas importante: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” [Jonas 3:4].
Para a surpresa de todos, os ninivitas ímpios não reagiram com violência contra o profeta, nem mesmo com indiferença desdenhosa ao seu chamado. Ao invés disso, representaram um verdadeiro exemplo de arrependimento coletivo. Toda a sociedade deles abandonou o pecado e clamou ao Senhor.
Jonas 3:5-10
05 E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior até ao menor.
06 Esta palavra chegou também ao rei de Nínive; e ele levantou-se do seu trono, e tirou de si as suas vestes, e cobriu-se de saco, e sentou-se sobre a cinza.
07 E fez uma proclamação que se divulgou em Nínive, pelo decreto do rei e dos seus grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê alimentos, nem bebam água;
08 Mas os homens e os animais sejam cobertos de sacos, e clamem fortemente a Deus, e convertam-se, cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos.
09 Quem sabe se se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?
10 E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado que lhes faria, e não o fez.
O desapontamento do profeta:
O fato de Deus ter poupado Nínive deixou o profeta Jonas profundamente irritado [Jonas 4:1].
Nínive era uma cidade grande e importante e era a capital da província com o mesmo nome. Essa cidade representava a Assíria, o império dominante na região e que apresentava a maior ameaça militar para a segurança da nação de Israel nessa época.
O império da Assíria é conhecido, ainda hoje, por sua crueldade, sendo considerado por muitos historiadores o pior de todos os impérios antigos quando o assunto é o tratamento dos seus inimigos.
Seus reis se gabavam publicamente da sua crueldade. Deixaram registros dos métodos de tortura que usavam e das suas práticas de extermínio dos inimigos vencidos das formas mais dolorosas imagináveis. Arqueólogos têm encontrado evidências abundantes da maldade da Assíria.
A misericórdia e o perdão do Senhor:
Isso cria um bloqueio e por isso não compartilhamos com elas a boa palavra de Deus. Jonas, a princípio fez o mesmo, mas quando Deus o impeliu a pregar, os ninivitas creram. Do maior ao menor, todos expressaram atitude de arrependimento e em consequência disso, a nação foi perdoada e o juízo de destruição foi cancelado.
O profeta e a aboboreira:
Voltando a história de Jonas, após pregar e ter ouvido do próprio Deus que os cidadãos de Nínive foram perdoados, ele se aborreceu [Jonas 4:1-3].
Jonas desejava ver aquele povo sendo dizimado pela ira divina, pois eram famosos por serem sanguinários e cruéis, por torturarem, maltratarem e subjugarem as pessoas dos lugares que conquistaram, fazendo-lhes escravos.
Ao dormir, Deus fez com que nascesse uma aboboreira para fazer sombra ao profeta; porém, na noite seguinte, a planta morreu. Jonas se indignou de tal modo que desejou morrer [Jonas 4:5-7].
Deus o questionou, confrontou o seu apego por uma planta que tinha nascido do dia para a noite e porque Ele, o Senhor, não poderia ter compaixão de uma cidade de cento e vinte mil habitantes que não tinham nenhum discernimento [Jonas 4:8-11] ?
O que podemos aprender com a história de Jonas?
Quando olhamos para a história de Jonas, naturalmente nos lembraremos do peixe e da desobediência do profeta, mas se observarmos bem, perceberemos que o centro da história de Jonas não é ele, o peixe ou Nínive, mas sim o próprio Deus!
Aqui percebemos que simplesmente tudo está aos olhos e ao alcance de Deus, afinal, Ele é onipotente, onipresente e onisciente, isto é, Ele é capaz de fazer qualquer coisa, mesmo que isso contrarie as leis da natureza.
Como um bom exemplo aqui podemos citar a abertura do Mar Vermelho pelo profeta Moisés para que o povo hebreu fugisse da perseguição do faraó [Êxodo 14:21]. Sua percepção está presente em todo e qualquer lugar e nada foge ao alcance de Deus [Jonas 2:1], afinal, até mesmo de dentro da barriga do grande peixe Deus foi capaz de ouvir o clamor desesperado de Jonas, e claro, o Senhor sabe tudo antes mesmo de já ter acontecido: um bom exemplo disso foi o próprio arrependimento dos Ninivitas, que foram poupados por terem ouvido a palavra de Deus através de Jonas e assim o povo desta nação se converteu de seus maus caminhos e se livrou da punição divina.
Certamente, um dos pontos mais importantes deste livro se trata do caráter de Deus. Aqui vemos como o Senhor é misericordioso e estende a oportunidade de arrependimento até mesmo a povos pagãos e cruéis que, do ponto de vista humano, deveriam ser extirpados de sua existência, afinal, para Jonas, certamente este era um povo que não deveria existir por ser uma verdadeira ameaça a nação de Israel.
Deus continua desejando a salvação de todos [1 Timóteo 2:1-4]. Como ele deu quarenta dias para os ninivitas, ele ainda dá tempo para o arrependimento: “... O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” [2 Pedro 3:9]. Devemos mostrar o mesmo bom senso dos ninivitas e aproveitar o momento que Deus nos dá, enquanto ainda há tempo!
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Vamos aproveitar a deixa e explicar o que era esse ato de "lançar a sorte":
No Velho Testamento, "lançar a sorte" era uma prática usada para tomar decisões importantes ou descobrir a vontade de Deus em certas situações. Em vez de escolher algo com base na opinião das pessoas, eles jogavam objetos – como pedras, dados ou pedaços marcados – e acreditavam que o resultado vinha diretamente de Deus.
Esse costume aparece em vários momentos da Bíblia. Por exemplo, em Levítico 16, o sumo sacerdote lançava sortes para decidir qual bode seria sacrificado e qual seria enviado ao deserto no Dia da Expiação. Em Josué 18, os israelitas lançaram sortes para dividir a terra prometida entre as tribos. E em Jonas 1, os marinheiros lançaram sortes para descobrir quem era o culpado pela tempestade, e a sorte caiu sobre Jonas.
Naquela época, não existiam métodos modernos para votação ou investigação. Por isso, lançar sortes era visto como um jeito justo e espiritual de tomar decisões, sempre confiando que Deus estava no controle do resultado. Com o tempo, especialmente no Novo Testamento, essa prática foi sendo deixada de lado, pois o Espírito Santo passou a guiar os cristãos de maneira mais direta.
Relembre também como foi a abertura do Mar Vermelho por Moisés:
O povo de Israel estava fugindo do Egito depois de muitos anos de escravidão. Deus havia usado Moisés para convencer o faraó a libertar os israelitas, e depois de muitas pragas, o faraó finalmente deixou o povo partir. Mas logo se arrependeu e mandou seu exército, com cavalos e carruagens, para perseguir os israelitas (Êxodo 14:5-9).
Os israelitas chegaram até o Mar Vermelho e ficaram com medo. Na frente deles estava o mar, e atrás vinha o exército do Egito. Muitos começaram a reclamar com Moisés, dizendo que era melhor ter ficado no Egito do que morrer ali no deserto (Êxodo 14:10-12). Mas Moisés disse ao povo para não ter medo, porque Deus lutaria por eles (Êxodo 14:13-14).
Então Deus falou com Moisés e mandou que ele levantasse o cajado e estendesse a mão sobre o mar. Naquela hora, o Senhor fez soprar um forte vento oriental que durou a noite toda e dividiu as águas, transformando o mar em terra seca. As águas se separaram, formando como que duas paredes, e o povo de Israel passou pelo meio do mar em segurança (Êxodo 14:15-22).
Naquele dia, o povo viu o grande poder de Deus e passou a respeitar o Senhor e confiar em Moisés, o seu servo. Eles ficaram maravilhados com o livramento que Deus lhes deu (Êxodo 14:29-31).
Encerramento:
Espero que tenha gostado deste estudo bíblico. Boa sorte e até o próximo post!


















































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